sábado, 22 de outubro de 2011

PALPÁVEL





Às vezes começo algo
Que não sei oque vai dar ou onde vai parar
Essa é a graça da vida (eu acho)
Como esse texto
Ou como esse meu românce
Ambos surgiram da simples vontade de seguir em frente
Ou do acaso ou os dois
E para dizer a verdade quando isso acontece
O começo para mim, é oque menos importa
Trechos de músicas, tornam­-se trilhas sonoras
Frases feitas ou clichês ficam bonitos
E a cada torpedo enviado ou recebido
Tudo isso se renova e motiva
O fato da distancia transforma-se em poesia
Ainda não ter contato pessoal aguça os sentidos
Os momentos de prazer solitário
Não são mais sozinhos
O “Porque não?” é aceitar o convite da vida.
Tais circunstancias para uns,
Amor ou paixão não são imaginados
Não é palpável
Mais por mim sim!
E de novo “Porque não?”
Ter carinho
Ternura
Querer cada dia estar mais perto
Pedir opinião
Dividir um problema
Ser presente
Sentir-se importante na vida de alguém
Receber e dar amor
...
Amar a Deus também não é assim?
Sendo assim, eu amo os dois.
E só amar me basta.

Por Igor Rolim


                                      “A VIDA É O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.”
                                                        Do livro, Água para Elefantes 
                                                                     Sara Gruen


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Hoje.


Levantei do meu descanso, o sol estava pra nascer. Sai da minha selva de desgraças alheias, ia visitar a praia, por meu caminho de felicidade e preguiça, ajudei mendingo, passou por mim crianças, um homem urinava por tras do galão de lixo imaginando se não seria ali seu lugar.
Sem intenção, experimentei uma saudade de uma vida que não era mais minha. Estou na rua de onde você, um dia, em outra vida, trouxe muito do nosso sustento. Eu movido por uma lembrança de felicidade de outra época, corri à porta, corri ao balcão, corri os meus olhos na certeza de te ver, como era trivial esperei pelo seu sorriso, pelo seu carinho, pelo seu beijo de longe. Não estava mais lá. Era outra vida, era outro tempo.
Não foi nostálgico, foi só um sentimento atávico de um instante de felicidade da memória de outros dias que eu fui feliz.

Por Igor Rolim